Existem vários índices que são utilizados por investidores, administradores e credores para analisar a situação econômica, financeira e patrimonial de uma empresa, essa análise deve sempre considerar uma combinação desses índices, detalhamos alguns deles abaixo.

ÍNDICES DE LIQUIDEZ – Os indicadores de liquidez demonstram a capacidade da empresa em honrar com as obrigações do seu passivo e são divididos em quatro indicadores: liquidez corrente; liquidez seca; liquidez imediata e liquidez geral. Se o resultado for acima de 1 (um) significa que a empresa possui uma boa capacidade de pagar as contas e quanto maior for esse índice, melhor, abaixo detalhamos como se obtém cada um desses índices.
Liquidez corrente é a divisão do ativo circulante pelo passivo circulante. Tem como objetivo identificar a capacidade da empresa em honrar seus compromissos de curto prazo.
Liquidez seca é a divisão do ativo circulante (-) estoques pelo passivo circulante. O objetivo é verificar a capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo ainda que o estoque não seja vendido.
Liquidez imediata é a divisão das disponibilidades (caixa e seus equivalentes) pelo passivo circulante, tem como finalidade verificar a capacidade da empresa em arcar com possíveis emergências financeiras.
Liquidez geral é a divisão do ativo circulante (+) realizável a longo prazo pelo passivo circulante (+) passivo não circulante, visa verificar às capacidades de médio e longo prazos da empresa.
Embora todos esses índices sejam importantes para analisar a capacidade da empresa em honrar seus compromissos junto a terceiros, é fundamental que a empresa possua uma ótima gestão do seu fluxo de caixa, pois os índices apresentam a capacidade de acordo com períodos maiores de tempo e o fluxo de caixa apresentará as condições diárias da empresa honrar seus compromissos.

APLICAÇÃO DE CAPITAIS – Os índices de aplicação de capitais têm como finalidade verificar onde estão aplicados os valores e sua evolução ao longo dos anos, efetua-se a separação do ativo em três grupos: Circulante, Não Circulante e Ativo Permanente e verifica-se qual o percentual de participação de cada grupo em relação ao ativo total, muitas empresas apresentam dificuldades devido ao crescimento elevado do percentual aplicado no ativo permanente, isso seria um alerta principalmente se estiver acompanhado da queda dos índices de liquidez.

MARGEM BRUTA E MARGEM LÍQUIDA – Os indicadores de margem medem a proporção dos lucros (bruto e líquido) em relação à receita líquida.
Quando dizemos que uma empresa tem margem líquida de 35%, significa que a cada R$ 1 de receita líquida se transforma em R$ 0,35 de lucro líquido, o mesmo raciocínio é aplicado para a margem bruta, quando temos um crescimento dessas margens, significa que a empresa está sendo capaz de controlar seus custos, ao mesmo tempo em que consegue uma estabilidade ou crescimento da receita líquida, quanto maior é a margem, melhor é para a empresa.

EBITDA – É a sigla em inglês para earnings before interest, taxes, depreciation and amortization. No Brasil também é conhecido como LAJIDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), em outras palavras o EBITDA é igual ao lucro bruto menos as despesas operacionais (excluindo-se destas a depreciação e amortização).
O Ebitda é utilizado para analisar a geração de caixa operacional das empresas, verificando a situação financeira apenas do negócio da empresa, não considerando impactos de regime tributário, investimentos, empréstimos, por representar apenas os resultados da operação da empresa é muito utilizado para comparar os números de empresas do mesmo segmento.

DÍVIDA LÍQUIDA – É o somatório de todos os empréstimos e financiamentos de curto ou longo prazo da empresa menos o total das disponibilidades (caixa, bancos e aplicações financeiras). Quando o volume de empréstimos e financiamentos é maior do que as disponibilidades, a empresa possui uma dívida líquida, porém se o volume das disponibilidades é maior do que os empréstimos e financiamentos então a empresa possui um caixa líquido.
Para os casos onde a empresa possui um caixa líquido, a dívida líquida pode ser representada de forma negativa.

DÍVIDA LÍQUIDA/EBITDA – Esse indicador mede o grau de alavancagem de uma empresa, ou seja, ele mostra qual é o tamanho da dívida líquida em relação à geração de caixa operacional.
Quanto maior for esse número, maior será o grau de alavancagem financeira da empresa (necessitando de maior geração de caixa para cobrir sua dívida) gerando assim maior risco de inadimplência.
Investidores normalmente optam por investir em empresas que possuem baixo grau de alavancagem, porém em um cenário de queda na taxa de juros as empresas com alto grau de alavancagem acabam sendo beneficiadas.

ALAVANCAGEM OU GRAU DE ENDIVIDAMENTO “LEVERAGE” – Alavancagem é a captação de recursos de terceiros com o objetivo de aumentar o lucro da empresa, esse índice é obtido através da divisão do Ativo pelo Patrimônio Líquido, ele mostra os riscos da empresa de possuir excesso de recursos de terceiros. Segundo estudos o limite em tempos de juros baixos é de 3,33, se ultrapassar esse valor a empresa corre sérios riscos.

ROE – Return on equity (em português, retorno sobre patrimônio) é calculado por meio da divisão do lucro líquido pelo patrimônio líquido. O indicador mede o quanto de retorno os sócios/acionistas estão obtendo em relação ao seu capital investido na empresa.
Esse número indica a vitalidade da empresa e sua capacidade de gerar valor aos acionistas, ou seja, qual a rentabilidade do negócio (lucro líquido) em relação ao capital dos sócios/acionistas (patrimônio líquido).
Podemos ter companhias com ROE alto devido a um patrimônio líquido pequeno ou com lucro líquido grande em comparação ao patrimônio líquido.

PERFIL DA DÍVIDA – Como forma de financiar seus projetos, as empresas têm duas opções: levantar capital junto aos sócios/acionistas (capital próprio) ou buscar recursos por meio de empréstimos e financiamento (capital de terceiros).
Em todo financiamento existe o momento em que a empresa precisará pagar a dívida, quanto mais próximo estiverem esses vencimentos, mais arriscado poderá ser para a empresa, por essa razão é muito importante sempre analisar esse perfil da dívida.

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