O ano de 2019 começa com boas notícias sobre a ótica dos consumidores. A recuperação da confiança nos últimos quatro meses é reflexo de perspectivas mais otimistas sobre a economia, recuperação financeira das famílias, emprego e inflação.

De acordo com estudo divulgado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a confiança do consumidor brasileiro apresentou significativas elevações nesse início de ano.  O índice de confiança do consumidor (ICC) subiu 3,6 pontos em janeiro de 2019 se comparado a dezembro de 2018, e se comparado ao apresentado em janeiro de 2018 o índice ficou 8,00 maior esse ano.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu a 96,6 pontos, o quarto aumento consecutivo, é o nível mais elevado desde fevereiro de 2014, quando o indicador estava em 97,3 pontos.

Aos poucos, os consumidores começam a perceber a melhora do mercado de trabalho, ajustar seu orçamento doméstico e reduzir o nível de endividamento. A expectativa é de que o cenário se mantenha favorável para a continuidade dessa recuperação e que o ICC ultrapasse os 100 pontos ainda no primeiro semestre”, avaliou Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em janeiro, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,2 ponto, para 76,8 pontos, a terceira alta seguida. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 5,1 pontos, para 110,7 pontos, o maior patamar desde junho de 2012.

O grau de otimismo com a situação financeira das famílias nos próximos meses foi o que mais contribuiu para o avanço da confiança em janeiro, ao subir 7,4 pontos, para 111,6 pontos. A percepção sobre o momento atual, no entanto, permaneceu estável.

O item que mede a satisfação dos consumidores com a situação econômica no momento presente subiu 2,4 pontos, para 84,2 pontos. O componente que mede o otimismo em relação à economia nos próximos meses teve alta de 3,8 pontos. Houve melhora na confiança em três das quatro faixas de renda pesquisadas.

A maior alta do índice ocorreu entre as famílias com renda mensal até R$ 2.100,00, com crescimento de 7,1 pontos. A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.848 domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 22 de janeiro.